Olá amigos,
Conhecer a História de nossa Congregação nos ajuda a viver bem nossa vocação em Sion. É nesse sentido que a partir dessa semana, em nossa Comunidade teremos formação sobre a História da Congregação e carisma de Sion com o Pe. José Maria Leite, nds.
Toda as terças-feiras o Pe. José Maria, nds se reunirá com os aspirantes e postulantes de nossa Comunidade para um aprofundamento sobre nossas origens. Estudaremos as Constituições de nossa Congregação e o subsídio da CNBB sobre a importância do Povo Judeu na fé cristã.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Genética Judaica
A genética Judaica
O trabalho, publicado na revista britânica "Nature", faz parte de uma investigação mais ampla sobre a migração humana baseada em aglomerados de diferenças microscópicas detectados no código genético.
"Descobrimos evidências de que as comunidades judaicas se originaram no Oriente Médio", explicou o cientista molecular Doron Behar, do Rambam Health Cae Campus, em Haifa, Israel, que conduziu a pesquisa reunindo especialitas de oito países. "Nossas descobertas genéticas concordam com registros históricos", acrescentou.
O trabalho consistiu em coletar amostras de DNA de 121 pessoas residentes em 14 comunidades judaicas ao redor do mundo, de Israel ao Norte da África, da Europa à Ásia Central e à Índia.
As amostras foram, então, comparadas com as de 1.166 indivíduos de 69 populações não judaicas, inclusive o país "anfitrião" ou região onde havia uma comunidade judaica. Introduzindo uma nova série de dados na pesquisa, os cientistas acrescentaram a análise de 16 mil amostras do cromossomo Y -encontrado apenas em indivíduos do sexo masculino- e de DNA mitocondrial, que é transmitido pela mãe. Os cientistas procuravam marcadores de combinações denominadas polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs, na sigla em inglês). Os SNPs são mudanças únicas no genoma que se aglomeram em padrões distintivos entre humanos que vivem juntos em grupos durante milhares de anos. Os padrões são um indício útil de como as etnicidades se desenvolveram através do isolamento geográfico ou da concentração social. O estudo, como esperado, confirmou o Oriente Médio ou Levantino como origem dos judeus, conforme documentado nas antigas escrituras hebraicas. Esta linhagem é claramente visível nas comunidades de hoje, tempos depois de os judeus terem sido expulsos de Israel. No entanto, mais inesperada foi a descoberta de que padrões judaicos de SNPs eram mais próximos dos cipriotas e dos drusos do que de outras populações do Oriente Médio. Segundo o estudo, os judeus da diáspora, fortemente ligados por tradições sociais, culturais e religiosas, mantiveram de modo geral uma forte coesão genética, embora também tenha havido uma indução de DNA em menor ou maior grau da população "anfitriã". "As comunidades judaicas parecem ter uma coesão com o reservatório genético do Levantino, mas mesmo entre as comunidades judaicas, ainda se vê como elas se inclinam para a população 'anfitriã'", disse Behar. Nas populações não judaicas, os aglomerados de SNP confirmaram um relacionamento próximo entre beduínos, jordanianos, palestinos e árabes sauditas. Os padrões em amostras de egípcios, marroquinos, bérberes e iemenitas, no entanto, foram mais similares a populações do sul do Saara. Uma pesquisa prévia sobre SNP deste tipo foi revelada no chamado Projeto HapMap, que ajudou a lançar luz ao cenário migratório "Out of Africa" (Fora da África), segundo o qual todos os humanos anatomicamente modernos -Homo sapiens sapiens- descenderam de ancestrais que se aventuraram de sua África natal, cerca de 50 mil anos atrás, e colonizaram o mundo.FALSA NOÇÃO DE RAÇA Temendo ser arrastados para um debate sobre a falsa noção de raça, os cientistas afirmam que os aglomerados SNP não são um indício para quaisquer diferenças sobre saúde, inteligência ou habilidade humanas. Os aglomerados de DNA não afetam os genes, partes do genoma que codificam as proteínas que fornecem a constituição física do corpo, disse Behar. Ele acrescentou que ficaria decepcionado se sua pesquisa fosse mal utilizada para a construção de perfis genéticos, como suporte por exemplo ao debate de "quem é um judeu?", que discute quem tem o direito automático à cidadania de Israel. "É muito importante para mim mencionar aqui que como um cientista, a genética não tem nada a ver com a definição da identidade judaica", afirmou Behar. O judaísmo é uma religião plural. Qualquer um no mundo pode decidir um dia que quer se converter ao judaísmo e neste caso, obviamente, a genética não interfere... A genética não conseguiria provar ou descartar a identidade judaica de um indivíduo", concluiu.Compilado por Wellington Apolônio
[ Fonte: Folha - Ciência - http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/748099-estudo-genetico-confirma-origem-geografica-dos-judeus.shtml em 06/09/2011 ]
sábado, 3 de setembro de 2011
O que aconteceu na semana
Olá Amigos!
Na quinta-feira, tivemos uma reunião com o Pe. Gilmar e Pe. Wagner para decidir algumas coisas em relação à Economia da Casa.
Como era feriado aqui em Mogi das Cruzes na quinta-feira fomos ao cinema assistir o Filme "Planeta dos Macacos, a origem", com o Pe. Wagner. O filme é muito bom!
Parabéns!!!
Na sexta-feira comemoramos o aniversário do Fabiano, que celebrou 28 anos de vida. O Pe. José Maria e alguns casais das Equipes de Nossa Senhora também estiveram presente.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Vida Comunitária e Fraternidade
Apresentarei 7 "razões" para o “encanto” da vida religiosa fraterna em comunidade. Se for verdade que a vida em Comunidade é um grande desafio, não é menos verdade que ela é verdadeira escola de oração e espaço de encontro com Deus e os irmãos.
1. É a passagem ascética do “eu” ao “nós”
O caminho que vai do homem velho, que tende a fechar-se em si mesmo, ao homem novo, que se entrega aos outros, é um caminho longo, doloroso e difícil. É um caminho de cruz que requer muita humildade. A vida fraterna não é coisa espontânea, nem um objetivo que se consiga em pouco tempo, mas precisa ser assumida como ascese pessoal, para que, a pouco e pouco, se faça a passagem do “eu” pessoal ao “nós” comunitário.
2. É viver para servir
Quem na vida fraterna em comunidade não vive para servir, não serve para viver em fraternidade. Todos os irmãos são chamados ao serviço uns dos outros e, nisso, o superior deve ser o primeiro. Ele é o “servus servorum Dei”: o servo dos servos de Deus. Pertence-lhe coordenar os diversos dons, iniciativas e sugestões, fomentando uma união de caridade em torno do projeto comum.
3. É ser lugar do PERDÃO, da ALEGRIA e da FESTA
A alegria de viver juntos em fraternidade é um sinal da alegria do Reino de Deus, que testemunha diante da Igreja e do mundo que é possível viver em comunhão. Uma comunidade reconciliada e rica em alegria é um verdadeiro dom do Alto: “Vede como é bom e agradável que os irmãos vivam unidos!” (Sl 133,1). O saber fazer festa juntos, o alegrar-se nas alegrias do irmão, a atenção às suas necessidades, a sensibilidade do pequeno gesto, o enfrentar com misericórdia situações difíceis, o aceitar o amanhã com esperança, produz serenidade, alegria e paz interior.
4. É ser símbolo de comunhão na Igreja e para o mundo
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35). Viver em comunidade, no amor, é em si um testemunho cristão, mesmo antes de qualquer atividade. Quanto mais intenso e autêntico for o amor fraterno, maior será a credibilidade do apostolado e da mensagem anunciada. Cada irmão, cada irmã é uma graça de Deus. Celebrar o amor de Deus na pessoa do irmão é viver a vida em plenitude na comunidade. O encanto da vida fraterna está em reconhecer isso e fazer com que isso seja verdadeiro entre irmãos.
5. É ser ponte ou ligação para os irmãos
Os elementos de uma comunidade religiosa têm de estabelecer laços fraternos de união, só serão possíveis a partir de uma sadia, plural, livre e sincera plataforma decomunicação. Contribuem para a união fraterna os encontros regulares a nível local, regional e provincial; as cartas circulares e visitas dos superiores maiores, os boletins de informação interna, na medida em que geram relações mais estreitas, alimentam o espírito da família religiosa, fomentam a participação de todos, sensibilizam em relação aos problemas gerais e aproximam os irmãos. Ter confiança uns nos outros.
6. É ser cenáculo do encontro com Deus
A fraternidade consagrada deve ser uma escola de oração. A oração em comum alcança toda a sua eficácia quando está ligada à oração pessoal. Oração comum e oração pessoal estão em estreita relação e são complementares entre si. A oração beneficia o impulso apostólico: as comunidades religiosas mais apostólicas e evangelicamente mais vivas são as que têm uma rica experiência de oração.
7. É ser um dom do amor de Deus
Pautado ainda nas Constituições dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion no n. 14 §1. Nossa procura comunitária de santificação se realiza na comunidade, lugar privilegiado onde vivemos nossa consagração religiosa, segundo suas dimensões fundamentais de relações fraternas, de oração, de formação e de estudo, todas iluminadas pelo nosso Carisma e orientadas para nossas atividades específicas. §2. Fundada na caridade que nos une, pelo Cristo, ao Pai, no Espírito, nossa vida comunitária se inspira no exemplo da primeira comunidade cristã de Jerusalém, pondo tudo em comum e se alimentando da Palavra de Deus e da Eucaristia, para viver e agir em presença do Senhor (At. 2,42; RF1). §3. As relações fraternas requerem, na medida do possível, a vida comum numa casa religiosa canonicamente constituída sob a responsabilidade de um Superior local. Esta vida em comum em Sion será assim um testemunho do valor que tem a Comunidade na Tradição da Igreja e de Israel.
Segundo o Concílio Vaticano II a eclesiologia da fraternidade consagrada é um modelo exemplar da comunhão eclesial, sinal e estímulo para todos os batizados (LG, 44). A comunidade religiosa é um dom do Espírito, oferecido à Igreja e ao mundo. Nasce do amor de Deus difundido nos corações por meio do Espírito e cresce quotidianamente, pelo mesmo amor. Esta comunhão, que é dom, torna homens e mulheres em irmãos e irmãs uns dos outros, não pelo sangue, mas em razão de uma vocação comum. Na Igreja todos devem viver em comunhão, mas “os religiosos são chamados para ser peritos em comunhão na comunidade eclesial e no mundo, testemunhas e artífices daquele projeto de comunhão que está no vértice da história do homem segundo Deus” (Religiosos e promoção humana, 24; VC, 46).
Pe. Wagner Ferreira Pereira, NDS
E-mail: wagner.fp@gmail.com
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Nossa oração
A oração
Entendo a oração como uma forma de se manter em estreita união com Deus, nosso Redentor, do qual provém a vida e o sustento do homem. A oração cristã significa depositar toda a nossa confiança em Deus e reconhecer a nossa dependência d’Ele, pois somos seres frágeis e débeis e nada nos é possível se não contarmos com o auxílio divino.
Assim, todos os momentos são indicados para a oração porque o ser humano vive em constante dependência do seu Criador. Na Comunidade São João Evangelista não é diferente. Na vida de oração contínua é que buscamos a força de que necessitamos para responder generosamente ao chamado de Deus.
Logo pela manhã, santificamos todo o nosso dia e as atividades que serão desenvolvidas por meio da recitação da Liturgia das Horas. Também nos reunimos para a oração à tarde e à noite e antes e depois das refeições. Além disso, nos reunimos com particular atenção para a celebração da Santa Missa e, nos sábados, para a recitação do Santo Rosário.
Na sociedade atual, na qual prevalecem o consumo e o imediatismo, todo esse tempo gasto com a oração é visto como tempo desperdiçado. Muitos chegam a afirmar que a oração é inútil porque as dificuldades e os insucessos não cessam.
Também na caminhada vocacional enfrentamos muitas dificuldades, mas acreditamos que quaisquer obstáculos podem ser vencidos com humildade, confiança e perseverança. Por isso, permanecemos unidos na oração e assim nos tornamos fortes para seguir a Jesus Cristo.
Nessa caminhada, Deus sempre toma a iniciativa e vem ao nosso encontro para transformar as nossas vidas. Ele não abandona ninguém à mercê de seus pecados, mas é preciso que o escutemos e sejamos fieis a Ele. Por isso, a oração é tão importante, pois nos mantém em constante comunhão de amor com Aquele que quer que a nossa alegria seja completa.
Enfim, é importante salientar que a oração deve estar ligada a nossas atividades diárias. Rezar não é simplesmente reservar alguns minutos para agradecer ou fazer pedidos a Deus. A “oração” implica “ação”. Ter uma vida de oração significa ter uma relação de intimidade com Deus e ter consciência da missão à qual fomos chamados: anunciar o Evangelho a toda criatura. Há um velho ditado popular que expressa muito bem isso: “As palavras convencem, mas o exemplo arrasta”. Belas palavras podem encantar as pessoas, mas elas só saberão o que significa caminhar com Cristo quando nós mostrarmos isso a elas com nossas vidas. Por isso, em nossa casa de formação, buscamos viver no amor e na partilha para que nossos atos reflitam aquilo que recitamos na oração e nossa oração seja sincera e agradável a Deus.
Oberdan Santana
Postulante
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